sábado, dezembro 15, 2018
Trabalho

Taxa de desemprego esta’ em alta no paìs

Diversos fatores refletem uma notícia simples e, ao mesmo tempo, questionável: o índice de desemprego no Brasil segue em alta. Segundo alguns dados obtidos por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano de 2014 encerrou com um índice de 4,3% de desemprego, repetindo a taxa obtida do ano anterior. Em 2003 o levantamento referente ao ano de 2002 indicou um alto índice de 12,4%, o que permite concluir que na última década o desemprego no país reduziu cerca de 7,6%. Entretanto, nos três primeiros meses deste ano foi registrado um índice de desocupação de 7,9%.

Sem dúvida, esta notícia não é boa, em especial para o governo Dilma, que possuía, até então, como sendo um de seus indicadores positivos, a alta no quesito empregabilidade. Não obstante, o governo, por sua vez, alega que a taxa de desemprego no Brasil está abaixo do que a de países que fazem parte da zona do Euro [Fonte: Portal Brasil]. Neste aspecto, muito se fala sobre a desaceleração do mercado econômico, situação esta que gera tal cenário. Ocorre que este não é o único fator relevante à real situação.

O atual ‘aperto’ do Programa de Financiamento Estudantil (FIES), por exemplo, trará uma nova tendência ao momento: uma procura por emprego, cada vez maior, dos mais jovens. Isso devido ao fato de mesmo o país com a inflação acima dos 8%, a atual renda média familiar está estacionada desde o 1º trimestre de 2014, o que torna difícil a administração financeira de muitos chefes de família que antes podiam manter os filhos universitários apenas estudando e que agora não o fazem.

Não é difícil de se deduzir que a crise trabalhista irá continuar. Tendo a inflação cada vez mais em alta, o mercado de trabalho apenas demonstra um real esgotamento, com o número de vagas cada vez mais escasso para um número maior de candidatos. É necessário que os governos estabeleçam melhores condições para que seja possível a criação de novas contratações no mercado de trabalho, a fim de voltar à redução da taxa de desemprego, o que deverá ser um dos maiores desafios no país para os próximos anos.